Com entulho e até descarte de animais mortos, terreno incomoda moradores


Há cerca de um ano os moradores do bairro Tiradentes estão sofrendo com o acumulo de entulho em um terreno baldio na esquina das ruas Violino e Flauta, na região leste de Campo Grande. Além da sujeira, o local abriga animais peçonhentos e serve de descarte para animais mortos.

“O problema começou há uns dois anos, ai nós conseguimos o telefone da proprietária e ela mandou limpar o terreno no meio do ano passado, mas durou bem pouco, logo as pessoas começaram a descartar as coisas aqui de novo”, disse o vizinho ao lado terreno João Onófio, 68.

Aposentado e com uma irmã de idade em casa, João reclama que o problema é que os bichos invadem seu quintal. “Tem todo tipo de bicho que você imaginar aqui, só no dia da limpeza do terreno, eu matei mais de 30 caramujos que invadiram meu quintal. É difícil porque tem que haver conscientização da população, não adiantar mandar limpar se vão fazer tudo de novo e além de gente de fora, tem morador que faz isso”, denunciou.

Já na frente do local, mora a dona de casa Neli Dias da Silva, de 58 anos. Ela conta que já matou até cobra em casa e que várias vezes teve que entrar em casa porque não aguentava o cheiro forte que vinha do terreno. “Já matei até cobra coral aqui e também não consigo mais sentar na minha varanda por causa desse fedor, eles começaram a jogar bicho morto e tacar fogo nas coisas”.

Outra moradora que preferiu não se identificar pontuou o risco as várias crianças do bairro. “Eu tenho três filhos pequenos e não posso deixar eles sozinhos na frente de casa porque vira e mexe passa rato e outros bichos aqui, fora a cobra já mencionada e o risco de doença que eles transmitem. A gente já não aguenta mais”, concluiu.

A Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano) informa que é responsabilidade de cada proprietário manter imóveis e terrenos limpos sob pena de multa que varia entre R$ 2.243 e R$ 8.972.

O descarte irregular de lixo e entulhos em terrenos é crime. Quem flagrar situações como esta pode entrar em contato pelo dique denuncia 156 ou notificar a Promotoria de Justiça do Meio Ambiente pelo telefone 3317-4067.


Fonte: Campo Grande News


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